Por que Special Effects, do Tech N9ne, é um dos meus discos favoritos?

Primeiramente, quando eu digo que um disco X é o meu favorito, é por causa de alguma característica nele que eu mais gostei: a sonoridade, contraste, mixagem... E um desses casos é o Special Effects, do Tech N9ne, lançado em 2015.


Imagina o som de um piano tocando uma sequência de notas... Agora, imagina esse som invertido, picotado, mais grave, mais agudo, cheio de reverb e por aí vai. Esse disco faz muito isso em várias faixas, sendo um prato cheio pra quem quer sair da zona de conforto e buscar novidades na produção musical pra aplicar nas próprias músicas.

Abaixo, listei minhas músicas favoritas e o porquê de cada uma, mesmo que por motivos simples:

Aw Yeah? (InterVENTion)


Aqui a música combina uma bateria de Trap eletrônica com um coro de vozes masculinas e femininas ao fundo, mudando entre o canal direito e esquerdo (panning). O 808 serve apenas como a "cama" da música, mesmo perceptível, não é o protagonista igual a voz. O contraste do prato durante a música: Às vezes acompanhando o bumbo e marcando o tempo da música 1:20 e às vezes acelerando o ritmo dela 1:40. A distorção na voz que dá um contraste porque sai daquela coisa de muitos/poucos instrumentos e vai pra sonoridade, repetido com um delay seco 1:50 e logo em seguida parece que o instrumental responde o vocal.

Lacrimosa


Eu adoro um coro de vozes numa música, e o que mais gosto é esse peso do refrão que eu não sei se é do piano, ou do bumbo, ou a caixa com pouco brilho ou a música que é meio escura 1:30 e a mistura do coro com a distorção do baixo e o piano meio desafinado 2:00 e a referência ao tema Lacrimosa ("lágrima" em latim).

On the Bible (feat. T.I. & Zuse)


O que acho adoro nessa música é a distorção do 808 e a compressão exagerada no bumbo, 808 e caixa no refrão 0:14 e pelo que parece, no estéreo - esquerdo e direito -, tubas e a entrega exagerada do Tech N9ne antes do segundo refrão 1:36.

Wither (feat. Corey Taylor)


Aqui eu nem preciso marcar os momentos né? É um contraste absoluto entre a leveza do violão com o vocal suave do Corey Taylor (vocalista do Slipknot) e o caos da bateria com guitarras distorcidas, a música transita do começo ao fim entre o limpo e o sujo.

Dyin' Flyin' (feat. Krizz Kaliko)


O que mais amo nessa faixa é a expansão estéreo do refrão com os coros abertos no lado direito e esquerdo junto com palmas e o peso dos pianos na primeira metade do refrão, e a mudança na segunda metade do refrão que muda o ritmo da bateria 0:41. A melancolia e vazio no meio da música 2:04 até 2:44 e o bumbo marcando o tempo da música quando bate - bum... bum... bum... - e o piano descendo de tonalidade acompanhando ele, como se estivesse descendo os degraus de uma escada, 2:48.

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