Curva de Fletcher-Munson A Curva de Fletcher-Munson (atualizada como ISO 226) mostra que a sensibilidade do ouvido humano não é a mesma para todas as frequências. Quanto mais grave for o som, mais volume ele precisa ter para gente ouvi-lo, enquanto que nos agudos a gente ouve com menos volume, até uma certa região como mostra a curva. É por isso que nesse gráfico temos a tabela de frequência do ouvido humano, que vai de 20Hz a 20kHz (lê-se 20 Hertz a 20 KiloHertz) — depois farei um post separado sobre isso. Faça um teste: Pegue uma música que tenha contrabaixo e bateria e diminua o volume. O que acontece? O contrabaixo some primeiro, fica difícil de ouvir. Agora, aumente o volume um pouco mais do que o normal. O que acontece? O chimbal fica mais claro, mas isso não quer dizer que ele está mais alto que os outros instrumentos. No vídeo abaixo, eu faço uma demonstração da frequência indo de 20Hz a 20kHz, sem aumentar ou diminuir o volume. Parei um tempo em 2288Hz... E depois em 74Hz. Pra...
Uma das regras ensinadas ao escrever uma música é que o título deve ser citado no refrão. Isso costuma ser defendido por dois motivos: O refrão é o resumo: Enquanto os versos dão detalhe, no refrão o artista dá um resumo sobre o quê ele está falando ou do que se trata a ideia. É a parte que o público canta junto: Por isso o refrão precisa ser simples, marcante e memorável. Ao colocar o título ali, a teoria diz que quem decora a letra, automaticamente grava o nome da faixa. E se a música não tiver refrão? Então o título deve aparecer ao menos uma vez em alguma parte da música. Mas temos um problema aí: nem toda música segue essa lógica, e mesmo assim, muitas delas se tornam memoráveis e interessantes. O exemplo prático: A trilogia Trindade do Rapper Rodrigo Ogi Um dos maiores exemplos disso no rap nacional é a sequência Trindade 1, 2 e 3, do álbum Rá! (lançado pelo Rodrigo Ogi em 2015). Nessas faixas, o Ogi constrói uma narrativa em três pontos de vista diferentes: Trindade 1: Canta...
Primeiramente, quando eu digo que um disco X é o meu favorito, é por causa de alguma característica nele que eu mais gostei: a sonoridade, contraste, mixagem... E um desses casos é o Special Effects , do Tech N9ne, lançado em 2015. Imagina o som de um piano tocando uma sequência de notas... Agora, imagina esse som invertido, picotado, mais grave, mais agudo, cheio de reverb e por aí vai. Esse disco faz muito isso em várias faixas, sendo um prato cheio pra quem quer sair da zona de conforto e buscar novidades na produção musical pra aplicar nas próprias músicas. Abaixo, listei minhas músicas favoritas e o porquê de cada uma, mesmo que por motivos simples: Aw Yeah? (InterVENTion) Aqui a música combina uma bateria de Trap eletrônica com um coro de vozes masculinas e femininas ao fundo, mudando entre o canal direito e esquerdo (panning). O 808 serve apenas como a "cama" da música, mesmo perceptível, não é o protagonista igual a voz. O contraste do prato durante a música: Às ve...
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